Deriva.

quarta-feira, agosto 25, 2010

A rede na minha sala ainda balança menos que eu. E embora eu tente compensar o movimento etílico do meu mundo impulsionando a rede pro outro lado, o efeito é sempre o mesmo: tempestade marítima na minha canoa furada. O violão no colo e a voz rouca procuram um A7# e uma velha melodia: “quando a gente tenta, de toda maneira, dele se guardar: sentimento ilhado, louco amordaçado, volta a incomodar.” Lindo, não? Tentei chorar, mas acabei dormindo.

“Que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor, e a outra também.”

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